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Dia do ferroviário: nome de estação em Franco da Rocha é homenagem a trabalhador que atuou na construção da Linha 7-Rubi

Balthazar Fidelis (grafia original), funcionário de carreira da São Paulo Railway, promoveu loteamento da Fazenda Belém para venda de terreno a funcionários por um baixo custo

30/04/2026
Nesta quinta-feira (30), celebra-se o Dia do Ferroviário. Há mais de cinco décadas, uma homenagem a um funcionário de carreira da ferrovia se materializou em uma estação de trem: Baltazar Fidélis, em Franco da Rocha. O município possui duas estações ferroviárias, que integram a Linha 7-Rubi, operada pela TIC Trens, concessionária responsável pela implantação do Trem Intercidades (TIC) e do Trem Intermetropolitano (TIM), além da operação, manutenção e modernização da Linha 7-Rubi.

Balthazar Fidelis (grafia original) foi funcionário de carreira da São Paulo Railway por 48 anos, além de personagem importante para o desenvolvimento da região, ao promover o loteamento da Fazenda Belém para venda de terrenos aos funcionários da ferrovia a baixo custo.

A estação ganhou este nome na década de 1970, pouco mais de 20 anos após a sua construção, inicialmente conhecida como Parada KM 113, em referência à localização. No começo, eram apenas duas plataformas curtas, uma para cada via, que comportavam pouco mais de um carro de passageiros, nas quais os trens só paravam em alguns horários.

Estação Franco da Rocha leva nome de médico

Já a estação Franco da Rocha da Linha 7-Rubi, que leva o nome do município, teve o início de sua história em 1887, quando foi inaugurado o Posto Telegráfico Juquery para o controle do cruzamento de trens em sentido contrário, com objetivo de aumentar a capacidade de circulação entre as estações de Bethlem (Francisco Morato) e Caieiras. Foi assim nomeado por se encontrar dentro do Distrito de Juquery, hoje município de Mairiporã, e à margem do rio homônimo.

Em 1934, foi criado o distrito de Franco da Rocha, assim chamado em homenagem ao Dr. Francisco Franco da Rocha, administrador do Hospital Psiquiátrico do Juquery entre 1896 e 1923, que havia falecido no ano anterior. No mesmo ano, foi alterado o nome da estação. Por sua importância histórica, arquitetônica e social, o complexo da estação foi tombado pelo Condephaat, em 2010. Entretanto, o antigo edifício foi desativado, em 2014, com a inauguração do atual prédio da estação.

Exposição conta a história da ferrovia

Em celebração ao Mês do Ferroviário, a TIC Trens promove a exposição itinerante “Ferrovia São Paulo-Campinas: trilhos que transformam cidades”. A mostra, que teve estreia em abril na estação Jundiaí, tem como objetivo resgatar a relevância histórica da ferrovia para o desenvolvimento dos municípios do entorno, considerando a perspectiva de desenvolvimento da mobilidade com o projeto TIC Eixo Norte, que contempla a construção do primeiro trem de média velocidade do Brasil, retomando a ferrovia de passageiros em Campinas, no interior paulista.

A TIC Trens também recebe a exposição itinerante "Ferrovia no Brasil". Promovida pela CBFA Social, a mostra segue em cartaz até 8 de maio na Estação Francisco Morato. A iniciativa tem como objetivo aproximar o público da história e da relevância do setor ferroviário no desenvolvimento econômico, social e cultural do país, além de valorizar a memória e o legado dos trabalhadores que ajudaram a construir essa trajetória. Com caráter educativo e cultural, a exposição reúne painéis informativos, fotos históricas e curiosidades técnicas que apresentam a evolução das ferrovias no Brasil e seu papel estratégico na integração do território e no avanço da infraestrutura nacional.